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Ser líder fazendo (e gerenciando) diferença(s)

Por Wilson Roberto Lourenço (*)

Segundo o dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, o significado de DIFERENÇA é:

Caráter que distingue um ser de outro ser, uma coisa de outra coisa. / Falta de igualdade ou de semelhança. / Matemática O resto, o que fica de um número ou quantidade da qual se subtrai ou número ou quantidade: a diferença entre 7 e 5 é dois. / Divergência. / &151; S.m. pl. Desavenças, contendas.

Significa também que uma competência dos líderes muito exigida nas empresas é a capacidade de gerir diferenças, gerir divergências, gerir desavenças. Objetivamente falando, liderar pessoas diferentes. E, mais importante, liderar pessoas diferentes de forma diferente.

Cabe a liderança gerar resultados e responder pela sobrevivência e sucesso da empresa. E o sucesso está ligado diretamente ao seu jeito de obter resultados por meio de seus liderados. Cada integrante de uma equipe tem seus próprios desejos, preferências, traços pessoais, habilidades, etc. Cada ser é único (felizmente). O sucesso se fará presente com o somatório dessas diferenças individuais, refletidas em ações coletivas coordenadas pelo líder.

O líder deve desenvolver suas habilidades para identificar, respeitar, integrar, lidar e tirar o máximo dos “diferentes”. A força de um time não está na “soma das igualdades” e sim no “alinhamento das diferenças”.

Os headhunters sempre buscam oferecer aos seus clientes, candidatos que “fazem a diferença”. Fazer a diferença é também fazer as coisas de forma diferente. Sair do tradicional, se ajustar às mudanças, responder aos novos cenários. O conhecido físico alemão Albert Stein, tinha uma definição incrível sobre a insanidade: “Fazer dia após dia sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”.

Fazer diferente na gestão de pessoas e obter o máximo de sua equipe, necessariamente passam por três comportamentos fundamentais: gostar de pessoas, ouvi-las com interesse e abrir espaço em sua agenda de trabalho.

Gostar de pessoas é fundamental, pois demonstra sua preocupação em querer conhecê-las, desenvolvê-las, respeitá-las, reconhecê-las como elas são e, também, aprenderem com elas.

Ouvi-las com interesse é o caminho que você terá que seguir para efetivar o primeiro comportamento. Somente ouvindo e demonstrando interesse é que elas mostrarão de fato o que querem, o que sonham, onde podem produzir mais e como fazê-lo. Se estão precisando de direção (orientação e treinamento) ou se precisam de apoio (confiança, incentivo, suporte).

Abrir espaço na agenda significa que você precisará de tempo. Nada acontecerá num passe de mágica. Eu sei que você irá reclamar que tem metas para entregar, projetos para coordenar, clientes para atender, etc., etc.. É verdade. Se você está cuidando de tudo isso, significa que você está cumprindo muito bem as competências de um GESTOR. Não de um líder. E se você, de fato, quer fazer a diferença e ser reconhecido com um líder admirado por sua equipe (e pelos headhunters), está na hora de você abrir mais espaços em sua agenda para gerir pessoas.

Vamos lá, eu sei que você consegue! Você para ser promovido, tirar férias, se envolver em projetos estratégicos e sair mais da operação, necessita ter uma equipe de alta performance.

Para ter uma equipe considerada um “dream team” você terá que desenvolvê-los. Terá que respeitar as diferenças e capitalizá-las. Terá que fazer diferente.

Certamente utilizando as diferentes características dos membros da equipe é que você também se tornará um líder diferenciado. E para que essa organização mantenha uma escala ascendente de sucesso, é preciso que o líder crie um plano de metas concretas e possíveis que sejam constantemente discutidas e avaliadas pelo grupo.